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Ônibus de Vitória ganham catraca alta

Objetivo das empresas é combater a evasão de receita, que chega a cerca de R$ 8 milhões.
Diariamente milhares de pessoas pulam a roleta na capital capixaba. Só nos ônibus municipais, são sete mil pulos por dia. Para combater essa prática, as empresas começaram a instalação das catracas duplas nos coletivos.
Por enquanto, seis carros receberam a catraca. Até abril de 2018 está prevista a instalação em 50 coletivos.
A evasão de receitas é um problema que vai além do pulo de roleta. O percentual total com as diferentes formas de evasão chega a 10% do faturamento das empresas. É um prejuízo alto: R$ 600 mil por mês e cerca de R$ 8 milhões ao ano. São aproximadamente 2.100 pulos de roleta por dia nos ônibus municipais de Vitória.
As catracas estão em uso em ônibus do sistema Transcol há cerca de sete meses, com eficácia de 85%. A expectativa é reproduzir esse sucesso nos ônibus municipais.
“A catraca é um instrumento para barrar quem pula, mas o mais importante é o debate que isso gera. A importância de cumprirmos nossas obrigações. Não pagar passagem, além de crime, gera um impacto em todo o sistema”, afirma o secretário geral do Setpes, Jaime de Angeli.
Pegar ônibus sem pagar passagem é mesmo crime, previsto no artigo 176 do Código Penal brasileiro. A pena varia de 15 dias a dois meses de prisão, ou aplicação de multa.
O impacto a que se refere De Angeli é amplo e vai desde o envelhecimento da frota, já que a dificuldade para renová-la é maior, até a geração menor de empregos.
A tarifa também é impactada por quem pula a roleta, já que o valor é calculado a partir da divisão entre o custo para manter anualmente o sistema e o número de passageiros.
“O sistema municipal não tem subsídio de governo. Então, o custo recai todo sobre quem paga a passagem. Por isso é tão importante que as pessoas se indignem com isso”, afirmou De Angeli.
A frota atual de Vitória é composta por 206 veículos, com uma idade média de seis anos. Acima da média nacional, de 4,8 anos, segundo o Anuário da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O limite de uso de um veículo é de sete anos. “Temos dificuldade para renovar nossas frotas”, disse o secretário.

Treinamento
Em outra frente do combate à evasão de receita, motoristas, cobradores e fiscais receberam treinamento para atuarem no combate à evasão de receita. Eles estão sendo orientados sobre como abordar o usuário para identificar o uso das gratuidades legais, bem como na identificação e tratamento a ser dado a quem está fazendo uso indevido do benefício, pegando carona ou pulando a roleta.



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