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Cartões de Passe Livre e Estudantil são os campeões de uso indevido

Quase mil Irregularidades nos cartões de estudantes, idosos e deficientes,
identificadas por biometria facial

O Passe Livre Estudantil municipal de Vitória, que é utilizado por mais de 12 mil alunos, é considerado o campeão de uso com irregularidades, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setpes). Só neste ano, até o dia 10 de setembro, já foram identificados 654 episódios em que usuários tentaram usar o cartão de estudante de forma indevida.
A quantidade representa quase 6% do total de usuários que utilizaram o cartão nesses veículos no mesmo período. “É um número bastante elevado, se pensarmos que ainda temos outras irregularidades nos cartão para idosos e pessoas com deficiência, que já somam um total de 907 usos indevidos, no mesmo período”, analisa Jaime Carlos De Angeli, secretário-geral do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setpes).
Com um sistema de biometria dentro dos ônibus são identificados usos irregulares, os titulares dos cartões são notificados e ficam com o benefício suspenso. O bloqueio ocorre dez dias após a notificação.
“Por meio de um software, essas imagens são comparadas com as do cadastro. Quando se verificam divergências, uma equipe avalia para tomar as providências cabíveis. Esses cartões serão bloqueados, conforme a lei, por seis meses. A pessoa terá de comparecer ao Setpes para se explicar e será aberto um processo administrativo para que sejam apurados todos os fatos”, detalha Jaime.
Desde o ano de 2015, já foram bloqueados cerca de 1.714 cartões em Vitória por irregularidades.
Ao se apresentarem no Setpes, os usuários têm direito a defesa. Passados os seis meses de bloqueio, poderão requerer o benefício novamente, caso atendam aos requisitos.
O secretário destaca que o maior controle do cadastro, em parceria com unidades de ensino, ajudou no combate. “Nesse processo, a gente verifica quem tem ou não o direito, mas não consegue avaliar o que é feito com o cartão. A biometria vem para combater um segundo tipo de fraude, que é provocada pelo aluno que tem o direito, mas vende, aluga ou dá o cartão para outra pessoa utilizar.”
As fraudes aumentam o custo do transporte público em Vitória. “Isso é evasão de receita, traz prejuízo para toda a população que paga o sistema de transporte. Então nós precisamos coibir, dar o benefício para quem realmente precisa, quem vai utilizar”, destaca o secretário.

 



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